sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Práticas de Escrita

Quem motiva quem em sala de aula? Ler e escrever, um grande prazer...


“Ensinar a ler é uma tarefa de todo professor, não sendo exclusividade do de Língua Portuguesa, quase sempre responsabilizado pela dificuldade do aluno de interpretar questões de outras disciplinas. O desconhecimento do que seja leitura e dos processos sócio-cognitivos nela envolvidos leva as pessoas a construírem um conceito limitado desta ação de linguagem.
A noção textual usualmente presente na escola, entretanto, empobrece o trabalho com a leitura/escrita, pelo fato de tratar de maneira idêntica qualquer texto, desconsiderando suas especificidades e intenções.
No ambiente escolar, o texto é abordado como um produto, ignorando-se, assim, a dinamicidade de seu processo de significação, que inclui a consideração de estruturas, de conhecimentos prévios partilhados, de múltiplos recursos semióticos, como a imagem e, ainda, as condições de produção: o contexto, os sujeitos envolvidos nessa ação de linguagem, as intenções comunicativas, o meio de circulação do texto.
Apesar do surgimento das novas teorias que sustentam a produção textual, a partir dos anos 80, a qualidade das redações dos alunos pouco alterou. Os textos continuam artificiais, padronizados, mal seqüenciados, intraduzíveis e fora de seu contexto de produção.
Para que haja mudança no quadro é necessário que o professor passe a olhar a produção escrita do aluno não atrás de erros, atentando apenas para a linearidade do texto, mas buscando ver o significado e as formas de construção desse significado.”

Honoralice de Araújo Mattos Paolinelli (UNINCOR)
Sérgio Roberto Costa(UNINCOR)

Neste espaço pretendemos discutir a questão da escrita como práxis, não só para repensar esta problemática (na escola e fora dela) mas, sobretudo, para estudar e delinear procedimentos de ação mais consistentes neste domínio, praticando práticas de escrita diversificadas e estratégias de correção e avaliação mais construtivas, que implicam na produção e no compartilhar dos materiais produzidos.
Fica, aqui um convite para que você venha experimentar esta prática, não apenas como recurso de sua aprendizagem, mas especialmente como uma contribuição para quem se interessa pela temática em questão.
Seja bem vindo!

Zilá